quarta-feira, 14 de julho de 2010

Aquilo que você faz...por obrigação!

O quão sacrificante é fazer algo que não se quer? É com certeza muito sacrificante, e as vezes não temos escolha porque o mundo nos engole. Começo comentando sobre as coisas ditas como mais suaves. Acordar cedo por exemplo, - sim, considero acordar cedo um sacrifício, tanto físico quanto mental, dependendo da noite - com o despertador. O despertador me assusta, por mais doce que seja a cançãozinha de Beethoven no celular, acordo com o coração batendo forte no peito e uma dor de cabeça muito antipática. O chão gelado me lembra do mundo que me espera lá fora, pessoas desrespeitosas, mal educadas que muitas vezes não se lembram de estar interagindo com outro ser humano. Mas acho que entendo isso. Certa vez li essa frase: "Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de aço." As pessoas vivem como aço, e imaginam que você também, então te tratam como tal. Como aço. Mas ninguém é feito de aço, por mais que você tente você não consegue ser aço. Você cansa. Para. Sente a carne. E por obrigação volta pro aço.
Viver também é uma obrigação, vou explicar. Viver na visão da maioria é: se embebedar, beijar várias pessoas por noite, ser um sujeito falante, ser engraçado, fazer faculdade, constituir uma família, perder a virgindade, cuidar da aparência e põe etc nisso. Esse é o estereótipo do sujeito bacana, sociável, que todo mundo gosta. Esse é o cara que sabe viver a vida não é?! Consegue ver quanta pressão? Se você gostar desses valores, bom pra você. Se não for o caso, viva como aço! É isso que o mundo diz à você.

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