Um dia Holly acordou às nove e meia da manhã
Reclamou por ter acordado tarde
Bebeu seu café amargo e doce
O pão dormido com aquela margarina sem graça
É mais um dia para Holly
Ela faz sempre as mesmas coisas inúteis
O que é útil ela procastina e se pergunta porque faz isso
O dia passa, a abstinência vêm,
se mantêm presente durante todo o dia
A sensação é ruim, a vontate cresce
Holly diminui!
Calma, resista. Mas pra que resistir?
Holly entra em parafuso
Seu cérebro monta imagens sem nexo, uma atrás da outra
ela pressiona as mãos sobre as têmporas e fecha os olhos com força
Se pergunta o que tudo isso significa
Pra que estamos aqui? O que somos? Pra onde vamos? Cadê Deus?
A confusão é grande dentro de Holly, chega a ser excitante
Palavras ao vento, ela pensa sem parar
Tenta entender o labirinto do mundo
Continua a pensar
Se irrita com pessoas
sente raiva
sente amor
Satisfaz seu dejeso
Holly não é nada, não é ninguém
AINDA
Ela não vai desistir, aprendeu que não existe verdade absoluta
Existe apenas a sua verdade
Para Holly tudo isso é insano
Palavras ao vento
Me deixa, eu quero falar, não me contento com o silêncio
Não hoje
Me deixe só, pessoas atrapalham
Anoitece na cidade,
Holly não dorme
É sim tudo insano, não faz sentido
O vazio do silêncio, as palavras que não conseguem sair
A excitação explodindo
Está aí a resposta