terça-feira, 20 de julho de 2010

LOUCURA

Um dia Holly acordou às nove e meia da manhã
Reclamou por ter acordado tarde
Bebeu seu café amargo e doce
O pão dormido com aquela margarina sem graça
É mais um dia para Holly
Ela faz sempre as mesmas coisas inúteis
O que é útil ela procastina e se pergunta porque faz isso
O dia passa, a abstinência vêm,
se mantêm presente durante todo o dia
A sensação é ruim, a vontate cresce
Holly diminui!
Calma, resista. Mas pra que resistir?
Holly entra em parafuso
Seu cérebro monta imagens sem nexo, uma atrás da outra
ela pressiona as mãos sobre as têmporas e fecha os olhos com força
Se pergunta o que tudo isso significa
Pra que estamos aqui? O que somos? Pra onde vamos? Cadê Deus?
A confusão é grande dentro de Holly, chega a ser excitante
Palavras ao vento, ela pensa sem parar
Tenta entender o labirinto do mundo
Continua a pensar
Se irrita com pessoas
sente raiva
sente amor
Satisfaz seu dejeso
Holly não é nada, não é ninguém
AINDA
Ela não vai desistir, aprendeu que não existe verdade absoluta
Existe apenas a sua verdade
Para Holly tudo isso é insano
Palavras ao vento
Me deixa, eu quero falar, não me contento com o silêncio
Não hoje
Me deixe só, pessoas atrapalham
Anoitece na cidade,
Holly não dorme
É sim tudo insano, não faz sentido
O vazio do silêncio, as palavras que não conseguem sair
A excitação explodindo
Está aí a resposta




quinta-feira, 15 de julho de 2010

Minha verdade sobre 'não querer nada em troca'

Você acorda na manhã fria e decide passar um café para o desjejum. Existem mais 5 pessoas na casa. Você prepara o café pra elas também, já que você está com a mão na massa. Num primeiro momento você passa o café na maior boa vontade, o pessoal é legal, porque não fazer? Pura boa vontade, o não querer nada em troca. As 5 pessoas bebem o café e agradecem. Você fica feliz e acha que é o que chamam de uma pessoa boa. 4 horas da tarde, hora certa pra outro café. A cafeteira está vazia e todos estavam em casa, todos bebem café mas ninguém se candidatou a fazê-lo. Isso se repete há uma semana e então você se pergunta se não estão te fazendo de bobo. A boa vontade desaparece porque ninguém fez café pra você, mas você não admite que quer algo em troca, você conta uma mentirinha pra si mesmo, "Não, não, eu não quero nada em troca, mas assim também já é demais". É lógico que você não quer perder o status de "pessoa boa" não é mesmo? Não quer admitir que faz as coisas inconscientemente querendo algo em troca e que no fundo, no fundo, o 'não querer nada em troca' na grande maioria das vezes não existe.
Pode ser que num primeiro momento exista realmente a boa vontade em você. Melhor, com certeza ela existe, senão você não faria algo pra alguém por conta própria. Nesse momento você está imerso na sua bondade e não enxerga muito bem a cobrança que você deslealmente fará depois. Por mais que tentamos negar sempre virá a tona num momento conveniente essas frases ou pensamentos: "Puxa, naquele dia eu te emprestei dinheiro!", "Eu vivo limpando sua barra, agora é a sua vez de limpar a minha."
Eu, particularmente tenho cuidado com pessoas que vivem fazendo favores pra mim, sem ao menos eu pedir. Amanhã, elas irão virar para mim, jogar tudo na minha cara e pedir um grande favor pra poder 'equilibrar o universo'. São pouquíssimas as pessoas que não querem nada em troca de verdade. E são pra essas que eu tenho vontade de devolver o favor. Você percebe quando algo é genuíno da pessoa, ela fez porque gosta de você, porque te ama ou quer te ajudar ou simplesmente quer seu bem. Isso é lindo e raro de se ver.
Pessoas que se importam e pessoas para se importar, tão raro.
Talvez seja saudável a escassez desse tipo de pessoa. Também é saudável e inteligente pensar antes de dizer e fazer as coisas. Se fizer um favor a alguém, já pensando em sua devolução, por favor não faça, pra que depositar sua confiança em alguém se você pode ter a sua?
Se quiser ajudar, que seja genuíno!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Aquilo que você faz...por obrigação!

O quão sacrificante é fazer algo que não se quer? É com certeza muito sacrificante, e as vezes não temos escolha porque o mundo nos engole. Começo comentando sobre as coisas ditas como mais suaves. Acordar cedo por exemplo, - sim, considero acordar cedo um sacrifício, tanto físico quanto mental, dependendo da noite - com o despertador. O despertador me assusta, por mais doce que seja a cançãozinha de Beethoven no celular, acordo com o coração batendo forte no peito e uma dor de cabeça muito antipática. O chão gelado me lembra do mundo que me espera lá fora, pessoas desrespeitosas, mal educadas que muitas vezes não se lembram de estar interagindo com outro ser humano. Mas acho que entendo isso. Certa vez li essa frase: "Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de aço." As pessoas vivem como aço, e imaginam que você também, então te tratam como tal. Como aço. Mas ninguém é feito de aço, por mais que você tente você não consegue ser aço. Você cansa. Para. Sente a carne. E por obrigação volta pro aço.
Viver também é uma obrigação, vou explicar. Viver na visão da maioria é: se embebedar, beijar várias pessoas por noite, ser um sujeito falante, ser engraçado, fazer faculdade, constituir uma família, perder a virgindade, cuidar da aparência e põe etc nisso. Esse é o estereótipo do sujeito bacana, sociável, que todo mundo gosta. Esse é o cara que sabe viver a vida não é?! Consegue ver quanta pressão? Se você gostar desses valores, bom pra você. Se não for o caso, viva como aço! É isso que o mundo diz à você.